A história da Paróquia São Paulo Apóstolo tem início em 1983, quando esta surgia como capela da Paróquia São José Operário.
Em uma edificação ainda de madeira e com um pequeno salão no subsolo, a capela, apesar da estrutura simples estava sempre cheia de fiéis, e o espaço no subsolo serviu, por muitos anos, para formação da comunidade da região da Praça Anchieta.
Em menos de um ano a comunidade já era composta por 9 Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) e 54 grupos de reflexão. Com a rápida ascensão e com o apoio da comunidade, a diocese decidiu elevar a capela a paróquia, e em 1º de dezembro de 1984, os documentos oficiais foram assinados.
Por ordem do Bispo, na época, Dom José Maria Maimone, o Pe. Roque Basso (in memoriam), foi nomeado como primeiro pároco desta comunidade recém-criada. E à luz da palavra de Deus a comunidade foi crescendo.
Em 1986, as CEBS foram nomeadas e organizadas por setores, cada uma com seu conselho comunitário. Com o crescimento, a igreja de madeira começou a ser considerada pequena para abrigar a quantidade de fiéis da comunidade.
Por volta de 1989, apesar do sistema do dízimo já ter sido implantado era muito aquém as necessidades e possibilidades dos paroquianos. Mas mesmo sem grandes recursos a comunidade se uniu e, em mutirão, arrecadaram materiais e construíram um novo prédio. A igrejinha de madeira passou a ser então salão paroquial.
Em 1991, Pe. Roque tomou novos rumos e a diocese encaminhou um novo pastor para a messe. Quem assumiu o trabalho foi o recém ordenado Pe. Manoel José Soares (in memoriam). Ele assumiu a paróquia e trabalhou pela conscientização da comunidade sobre a importância do dízimo. A partir de então, foi abolida de nossa Paróquia todas as festas com fins lucrativos, passando a ser o dízimo a única forma de manutenção financeira.
Em 1995 o Mons. Antônio Luiz Catelan Ferreira assumiu a paróquia. E nos anos que seguiram foram realizadas grandes transformações na parte litúrgica da comunidade. Deu-se ênfase à formação dos agentes de pastoral, realizando cursos, treinamentos, retiros e catequeses, e as equipes litúrgicas que antes eram da paróquia, passaram a ser das CEBS.
A catequese também mudou, saindo do salão paroquial, passou a ser realizada nas próprias comunidades. Tivemos a instalação do novo som da paróquia, e o início das festividades do padroeiro e da Comemoração do dia do leigo com a confraternização das CEBS.
Neste período, também foram criados o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP), instrumento importante na tomada de decisão e na evangelização; a Pastoral da Saúde; Pastoral da Criança e a Pastoral Sócio-Política, tendo esta última, em 1996, elaborado um projeto que elegeu um vereador na paróquia.
As Comunidades Eclesiais de Base também foram modificadas neste período. Cada uma escolheu um nome para a CEB e elas pararam de ser chamadas por números de setor.
Com o texto de São Paulo como tema: "Ai de mim, se eu não Evangelizar", a Paróquia viveu intensamente o trabalho pastoral e conseguiu dar dinamicidade a comunidade.
Logo após a saída do Pe. Antônio, veio o Pe. Luiz Carlos Pintenho, que trouxe grande alegria e motivação para a comunidade. Com celebrações animadas, deu atenção especial aos jovens e adolescentes, em especial nas missas dos domingos à noite, que eram seguidas por apresentações da Pastoral da Juventude. Pe. Pintenho, que serviu na paróquia até o ano de 1999, valorizou muito a criatividade dos paroquianos.
Em 23 de janeiro de 2000 com a chegada do Padre Saulo Neiva Dias foram realizadas algumas alterações no calendário litúrgico que muito agradaram a comunidade, entre elas: A Capela Santo Antônio, passou a ter celebrações da Santa Missa todos os domingos de manhã e também nas festas de guarda; na matriz passa a ter Missa nas terças e quintas-feiras, celebrada às 6 horas da manhã; e Missa da saúde toda última sexta-feira do mês.
Nesta ocasião, a Missa no Parque 1º de Maio passa a ser realizada todos os sábados e, a aquisição do retroprojetor combinou com a total abolição dos "jornaizinhos". As cestas de coleta passam de mão em mão nos corredores. E para a capela foi adquirida uma casa para que as comunidades tivessem um lugar adequado para as reuniões mensais da CEB.
Destaca-se neste período a ênfase do Pe. Saulo a respeito de termos mais tempo para nossas famílias, onde fomos aconselhados a não ficarmos sobrecarregados com tantas funções na Igreja, forçando assim, a outras pessoas de nossa comunidade assumirem seus dons, assumindo a corresponsabilidade no anúncio.
Com a saída do Pe. Saulo, Pe. Orlando Paes de Camargo (in memoriam) assumiu a paróquia. Com a chegada dele, a comunidade passou por um período de amadurecimento na fé. Foi ele quem trouxe o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI). Com ele houve o ressurgimento da pastoral dos coroinhas e implantação do dízimo mirim.
Em sua jornada também fez a adequação nas dependências de armazenamento dos alimentos vicentinos. Foi construída a Capela Nossa Senhora de Fátima do bairro 1º de Maio, e os paroquianos passaram a receber a comunhão em duas espécies. Houve a reforma da matriz, do salão paroquial, da secretaria, que trouxeram mais conforto para os funcionários e a para a comunidade.
Dentre as melhorias da igreja, pode-se destacar a instalação de um novo sistema de som e a aquisição dos projetores seguindo as tendências de informatização e de modernidade. Pe. Orlando prezava muito a formação para os agentes de pastoral. Durante sua passagem pela paróquia ele manteve a comunidade no ardor sendo testemunha das graças que Deus nos concede.
Para auxiliar no trabalho do Pe. Orlando, a Mitra Diocesana enviou Pe. Valdeci Maia. Ele auxiliou a comunidade, principalmente durante o período em que o Pe. Orlando esteve doente.
Em março de 2015, Pe. Orlando que sofria de sérios problemas de saúde, faleceu no interior da casa paroquial. A comunidade recebeu a notícia de sua morte com muito pesar. Foi um momento muito difícil para toda a paróquia, que para passar por este período e enfrentar a morte de seu pastor, contou com a ajuda do Pe. Valdeci que já vinha desenvolvendo um trabalho muito próximo dos paroquianos.
A Diocese então enviou um Administrador para a paróquia, Pe. Carlos Alberto de Figueiredo, ordenado juntamente com Mons. Antônio Luiz Catelan, assumiu os trabalhos à frente da paróquia. Com o auxílio do Pe. Valdeci, ele permaneceu com a comunidade até dezembro de 2015 e em seguida foi substituído para assumir os trabalhos dentro da comunicação da Diocese no qual também era responsável.
No dia 09 de dezembro de 2015, o Pároco de Pérola, Pe. Dirceu Baccaro, foi anunciado como novo pastor do rebanho, juntamente com o então Diácono, hoje, Padre Fernando de Carvalho Brito foram transferidos para nossa paróquia para dar continuidade a está missão de evangelizar.

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